PLANETA
ÁGUA (GUILHERME ARANTES)
Água que nasce na fonte
serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos
Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água
Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos
Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água
Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede da população Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra
Terra, planeta água, Terra,
planeta água, Terra, planeta água
A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA
A água encontra-se presente em aproximadamente
75% da superfície terrestre. Do total deste percentual, 97% corresponde às
coleções de água salgada, restando apenas 3% de água doce existente. Da
quantidade de água doce disponível, 99% encontra-se no subsolo ou fazendo parte
de geleiras, estando o restante na forma de lagos, umidade do solo, atmosfera,
reservatórios e cursos d’água (LIBÂNIO, 2005).
O Brasil possui ampla reserva hídrica,
respondendo por cerca de 16 % da recarga hídrica
anual sobre os continentes, satisfazendo as necessidades de utilização
da água nos setores da agricultura, doméstico e industrial, sendo a agricultura
o setor de maior consumo (71%). Porém, a distribuição da água em relação à
população das regiões existentes não é uniforme, havendo maior gravidade nas
regiões sul e sudeste onde ocorrem fortes impactos devido ao lançamento de
dejetos domésticos e industriais (LIBÂNIO, 2005; LIBÂNIO,
CHERNICHARO e NASCIMENTO, 2005; FAO, 2011a).
A “Lei da
Água”, fundada em 1934, é a base fundamental para a legislação brasileira sobre
as águas. Ela assegura o uso gratuito de recurso hídrico para as necessidades
vitais, atentando-se para as normas adiministrativas. Porém, há necessidade de
uma atualização para ser adaptada à Constituição Federal de 1988. Esta última
define as águas controladas pelo Estado, dificultando a gestão eficaz de alguns
rios importantes do país. A Lei Federal de 1997 estabelece a Política Nacional
de Recursos Hídricos e afirma que a água é um bem público e um recurso natural
limitado, dotado de valor econômico. Em situações de escassez o uso prioritário
da água é para o consumo humano e animal. A gestão dos recursos
hídricos deve sempre garantir o uso múltiplo
das águas e ser descentralizada e participativa. Os Estados
devem aprovar e estabelecer legislação complementar para garantir que a gestão dos
recursos hídricos seja adequada para as características locais e fazer cumprir
as diretrizes nacionais (FAO, 2011a).
A fonte
primária de água é a atmosfera, com suas precipitações. Quando atinge o solo a
água é uma verdadeira solução, de composição variável de acordo com as substâncias
com as quais entrou em contato e a maneira como esta ocorreu. Estas fontes de
água são conhecidas como: meteorítica, superficial, subterrânea e de nascentes.
A água meteorítica provém da chuva, neve, granizo ou do degelo. Esta apresenta
os mais baixos teores salinos por conterem, dissolvidas ou em suspensão, apenas
substâncias recolhidas durante sua passagem através da atmosfera e praticamente
nenhuma microbiota. A água meteorítica atinge o solo sob as formas líquida ou
sólida e em mínima parte diretamente por condensação. Uma parte retorna para a
atmosfera através da evaporação; outra parte escoa constituindo a água
superficial. A água superficial é aquela que escoa nos leitos das coleções, incluindo
toda a água continental, em movimento ou parada, presente na superfície da
terra (mares, lagos, lagoas, geleiras e bacias). O percentual restante é
absorvido pelo solo, sendo recolhido em bolsas subterrâneas particulares e
formando os lençóis que se distinguem em freático e artesiano, constituindo a
água subterrânea. Esta água pode ser captada por poços rasos e profundos (BARUFFALDI
e OLIVEIRA, 1998; BARCELLOS et al., 2006). A água subterrânea pode aflorar
naturalmente produzindo um escoamento superficial, denominado nascente, mina ou
fonte (MINÇON FILHO, 2007).
As doenças provocadas por microrganismos patogênicos, presentes na
água e alimentos constituem um problema comum de saúde pública no Brasil
(SOUSA, 2006). Assim, uma baixa qualidade da água representa grande ameaça para
a saúde humana, e o abastecimento de fontes inseguras e um inadequado
saneamento e higiene, afetam principalmente crianças de países em desenvolvimento
(OMS, 2010a).
Devido às condições
precárias de higiene, Gerolomo e Penna (1999) ao realizarem no período de abril
de 1991 a
abril de 1994, um estudo sobre a situação da cólera em nosso país, observaram
que o agente causador da doença foi encontrado em todas as regiões, havendo
principalmente picos nos anos de 1992, 1993 e 1994 na região nordeste,
ocorrendo nos meses de outubro a janeiro. Foi possível então perceber uma
sazonalidade da doença, porém, as regiões com melhores condições
socioeconômicas da população foram menos acometidas.
No
Haiti, após a devastação provocada por um terremoto no início do ano de 2010, a superpopulação, a
ausência de saneamento e a falta de acesso à água potável foram fatores
predisponentes para um surto de cólera que afetou a população. Até o dia
primeiro de janeiro de 2011, 171.304 pessoas já haviam se contaminado, havendo
um registro de 3.651 mortes. Deste total de casos, 95.039 pessoas foram
hospitalizadas, e 10% dos casos ocorreram crianças menores de cinco anos, sendo
importante uma intervenção nutricional somada às medidas básicas para o controle
da enfermidade. Alguns problemas contribuintes para o agravo desta situação
foram a falta de saneamento e água potável, pouca aceitação da comunidade aos
centros de tratamento, inacessibilidade nas zonas rurais e manejo de cadáveres.
Para controlar esta epidemia foi necessária uma intervenção massiva para
melhorias na qualidade da água, saneamento e higiene, além de maior mobilização
social. Realizou-se a distribuição de cloro granulado para tratamento da água,
além de soros para a re-hidratação de pacientes com diarréia. Diversos órgãos
internacionais em parceria com o governo local contribuíram para o combate à
doença através de instalações de postos de re-hidratação oral, visitas em
domicílio, atividades de desinfecção, funcionamento em horário integral de
centros de saúde, fornecimento de água potável e distribuição de produtos de
higiene pessoal. Nos estabelecimentos de saúde foi realizada a vigilância da
qualidade das atividades médicas e da situação da água, saneamento e higiene (OMS,
2010b; OMS, 2011a).
Outro
exemplo de risco da contaminação da água destinada ao consumo humano ocorreu em
abril de 2011, na Central Nuclear I de Fukushima, localizada no Japão, onde
houve um vazamento de radiação ionizante determinando um fator de risco a toda
população residente das proximidades. O material radioativo pode ser carreado
pelo ar, chuva ou neve, depositando-se na superfície de frutas, verduras e
outros alimentos. Além disso, com o tempo a radioatividade pode passar do solo
para os alimentos e animais se acumulando no interior destes. Esta
radioatividade pode ainda ser carreada pelos rios, lagos e mares contaminando
peixes e mariscos. Com isso, os alimentos de diversas origens podem afetar a
saúde dos consumidores devido a essa exposição. Durante estes episódios foi
confirmada a presença de radioatividade em algumas verduras e no leite. Alguns
resultados iniciais do controle que foi realizado indicaram a presença de iodo
radioativo em concentrações superiores às estabelecidas pelas autoridades
japonesas, além da detecção de césio radioativo. Portanto, as autoridades
japonesas estabeleceram um sistema de vigilância dos produtos alimentares com o
intuito de restringir a venda e o consumo de alimentos contaminados. Em relação
ao consumo direto de água, não há presença de um risco imediato, e os métodos
comuns de tratamento da água podem eliminar quantidades consideráveis de
contaminantes radioativos, e como outra opção, pode ser realizada a diluição da
água contaminada em água comum. Porém, o iodo radioativo não é destruído
através da fervura. A exposição a altas doses de radiação pode aumentar o risco
de câncer, e o iodo radioativo pode ser inalado ou ingerido se acumulando na
glândula tireóide aumentando o risco de câncer da mesma, sendo mais elevado em
jovens (OMS, 2011b).
De acordo
com a obra de Macêdo (2007), caso houvesse um adequado saneamento básico e
conscientização da população em relação à preservação das águas superficiais e
subterrâneas de forma a disponibilizar água com qualidade, seria possível
diminuir muitas das doenças atribuídas à água e o alto índice de internações
hospitalares.
Conclui-se,
portanto, que é necessário um bom projeto de Educação Ambiental e Educação em
Saúde com toda a população, para que as principais questões ambientais sejam
abordadas com o intuito de preservação do meio ambiente, para que agravos não
possam comprometer o nosso futuro.
Referências Bibliográficas:
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C. M.; ROCHA, M.; RODRIGUES, L. S; COSTA, C. C.; OLIVEIRA, P. R.; SILVA, I. J.;
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É inadmissível que, em pleno século XXI, ainda existam lugares onde não existe saneamento básico, não só no Brasil, como em diversos outros países. A falta de um sistema de coleta de detritos não só é responsável por diversas enfermidades, como também podem provocar a contaminação do lençol freático, colocando ainda mais em risco tais comunidades. É de extrema importância que os governantes, ao invés de investirem em estádios, se voltem para os reais problemas que a assolam a população. Além disso, nem é só o caso de proteger a população de hoje, mas também a população de amanhã. É de conhecimento público e notório que as reservas de água potável estão se esgotando. Se podemos fazer hoje investimentos que irão garantir a sobrevivência de nossos filhos, nossos netos, não há motivo que justifique esta inércia de nossos governantes.
ResponderExcluirOlá Aline!
ExcluirVocê tem razão, mas precisamos também refletir sobre nossas condutas em relação a água e todos os recursos naturais. Se utilizássemos a água e outros recursos com moderação, não poluiríamos tanto, e inclusive o investimento com tratamento de esgoto e etc. poderia ser menor. Penso que devemos sempre prevenir antes de remediar.
Com certeza como a Herineide mencionou, é sempre importante que tenhamos em mente a importância da prevenção, acima do tratamento. Espero que esta mentalidade da população em relação à sustentabilidade cresça cada vez mais!
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